Presentão pros nossos seguidores do Twitter

Você estava doido pra conferir Gorda - Quanto vale o amor? mas ainda não foi porque tava sem dinheiro? Então agora você não tem mais desculpas…

Basta seguir o nosso Twitter que até o final da temporada, todos os seguidores pagam apenas 50% do ingresso todas as 6ªs e domingos.

Então aproveite e corra pro teatro nesse fim de semana, e no outro, e no outro e no outro. Assista, reassista e indique aos amigos.  :)

Sua mãe é igual a de todo mundo?

Se você sabe que não e que ela é extremamente especial, pode aproveitar o fato de ter uma mãe incrível e ainda faturar um par de convites para assistir Gorda - Quanto vale o amor, basta seguir o nosso twitter e participar da nossa promoção.

As 15 melhores respostas ganham 1 par de ingressos para a apresentação de amanhã. Não deixe passar tudo de mais especial que a sua mãe já fez por você e participe dessa…  :)

 Todo o elenco de Gorda - Quanto vale o amor. - Flávia  Rubim  (Joana), Mouhamed Harchouf  (Caco), Michel Bercovitch (Tony) e Fabiana  Karla  (Helena).

Todo o elenco de Gorda - Quanto vale o amor. - Flávia Rubim (Joana), Mouhamed Harchouf (Caco), Michel Bercovitch (Tony) e Fabiana Karla (Helena).

O Peso dos Comentários Maldosos

NA comédia dramática “Gorda” encerraria temporada no dia 2 de maio, no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, mas teve apresentações prorrogadas até 27 de junho. Não à toa… Eu estive lá no último sábado (1º) e encho a boca para dizer que Fabiana Karla e elenco merecem ser assistidos, e você merece refletir sobre o comportamento da sociedade diante da história de Helena e seu namorado Tony. Ela é sexy, inteligente, divertida e está 30 kg acima do peso “esperado”. Ele é um executivo bem-sucedido que deixa os comentários maldosos dos amigos ganharem peso e interferirem em sua relação. Eu me emocionei com a entrega de Fabiana no palco, mesmo quando havia piada no ar. Atrás dos comentários de auto-sabotagem da personagem, li superação e auto-confiança, com que claramente me identifiquei. Quanto ao final da história escrita por Neil Labute… Nossa, está difícil não contar! (risos) Mas posso comentar que meu coração apertou e não fui a única a chorar. Logo que a atriz saiu de cena, a “roubei” para um bate-papo tocante, curioso e revelador.

Fabiana Karla

Eu e Fabiana Karla, no Teatro Procópio Ferreira (Foto: Claudio Augustus)

- “Você aparece em cena com uma sensual, porém discreta, lingerie. Em seguida, fica de maiô, sem receio de exibir as pernas e a popa do bumbum para a plateia…”, provoquei. E ela:  ”Eu e Helena somos bem resolvidas, mas sofri para fazer a peça, porque nunca fui ultrajada por ser gorda. Lembro que, na época da escola, sempre joguei vôlei e toquei na banda”, conta Fabiana.

Ao contrário da maioria, ela sempre foi uma gordinha enturmada, mas tem consciência do sofrimento pelo qual passamos. “Todo mundo tem o seu calcanhar de Aquiles e tenho um cuidado com a peça, porque ali eu lido com o preconceito, que pode ser do negro, do pobre, do cadeirante…”

Fabiana Karla

Fabiana Karla (Foto: Claudio Augustus)

A atriz já ouviu histórias de amigos que foram rejeitados pela forma física. “Excluída da turma, uma amiga contou que já tinha 15 anos quando foi convidada para a sua primeira festa”, lembra. Além disso, espectadores a procuram para desabafar e pedir uma mensagem de consolo. “A pessoa precisa encarar atos preconceituosos de maneira que não a faça mal. O povo é cruel”, diz Fabiana.

Ela aproveita para contar que, assim como sua personagem no teatro, também gosta de se vestir bem. Com dificuldade para conseguir peças para o manequim 50, montou um quarto de costura em sua casa. “De vez em quando eu peço para a minha costureira, Marilice, fazer uns modelinhos. Ela já está comigo há uns dois anos”, conta, animada. A atriz ainda revela ser fã das peças da grife Kauê, de São Paulo, e DMelo e Valéria Costa, de Goiânia.

Público

Ricardo Costa, Priscila e Camila Baena (Foto: Claudio Augustus)

Camila Baena, de 19 anos (à dir.), viu Fabiana Karla nos palcos do Teatro Procópio Ferreira em companhia da irmã Priscila e do cunhado, Ricardo Costa, de 25 e 27 anos, respectivamente. “Eu fiquei emocionada. Estou solteira por inúmeros fatores, entre eles o preconceito da sociedade e a minha timidez. Por isso, tenho feito tratamento para emagrecer”, revelou Camila, que com acompanhamento médico acaba de saltar do manequim 50 para o 46. Perguntei se ela achava mais fácil encontrar um namorado com o corpo em forma. “Vejo mulheres magras com gordinhos, como no caso da minha irmã, mas um magro com uma gordinha é raro”, explica. Então você quer paquerar magros ou malhados, e está lutando para se enquadrar nos padrões que eles, em geral, procuram? “Com certeza”, confessa ela.

Em seguida, Ricardo vibra pela namorada ser exceção e gostar da barriguinha que ele desfila por aí: “Orra… Que bom!”, comemora ele.

Público

Patrícia, Roberta e Tereza Morelati (Foto: Claudio Augustus)

Nem todos estão dispostos ou veem a necessidade de emagrecer. Patrícia Morelati, de 39 anos (à esq.), deixou a sala do teatro chorando. O parceiro a deixou, porque “não teve força o suficiente para enfrentar a sociedade ao assumir o nosso relacionamento”, conta ela, e novamente se emociona. Patrícia estava acompanhada de familiares, que a enchiam de carinho, e também recebeu atenção especial de Fabiana Karla.

Público

Beatriz Cirillo Amorim (Foto: Claudio Augustus)

Já Beatriz Amorim, de 30 anos, não tem maiores problemas com os quilos adicionais. “Eu já havia lido a crítica da peça, mas acho que não sofro preconceitos por ser gordinha”, disse, observando apenas que na hora de se vestir, não há muitas opções em lojas convencionais. “Gosto da Companhia da Moda e encontro peças do meu manequim, o 48, em seções da Renner e da Riachuelo. Mas não é fácil…”

Público

Isabel Cristina (Foto: Claudio Augustus)

Isabel Cristina, de 42 anos, estava com o marido e a filha, e mostrou-se bem resolvida com o seu corpo. “Nunca fui magra e estou bem acima do peso, mas vim assistir à peça para buscar a mensagem de que, independente de como você é, tem que se sentir bem”, disse a simpática mãe de família, dona de um manequim 46.

Público

Rodrigo e Luciane Lazarini (Foto: Claudio Augustus)

O que trouxe o casal Rodrigo e Luciane Lazarini, de 30 e 26 anos, ao teatro na noite do sábado? “A sinopse de ’ Gorda’ é muito boa e o título é bastante chamativo”, disse Rodrigo. A mulher dele, Luciane, não passa por situações constrangedoras, nem reclama de preconceito quanto ao fato de formar um casal “ousado”. Ela é magra, e o namorado é gordinho: “Talvez, em alguma loja, os vendedores olhem um pouquinho diferente, mas nada que nos incomode”, conta.

Saí do teatro pensando na importância da boa estrutura emocional para que a gente conviva com os que não entendem e respeitam as diferenças, sem sofrer. Não é fácil… E para quem está em São Paulo, vale a pena ver a peça – nem vou contar o final para não estragar a experiência de vocês. 

Serviço:

Gorda

Teatro Procópio Ferreira (670 lugares)

Rua Augusta, 2823 – Cerqueira César      Fone: 3083.4475

Horário: Sexta e sábado, às 21h30. Domingo às 19h

Preço: Sexta e domingo: R$60,00. Sábado: R$70,00

Elenco - Gorda - Quanto Vale o Amor?

Na foto, o elenco completo da peça: Flávia Rubim (a magra), Michel Bercovitch (o apaixonado), Fabiana Karla (a gorda) e Mouhamed Harchouf (o amigo) (Foto: Divulgação)

Por hoje é só… Na próxima quinta-feira (6), vou contar uma novidade do mundo das Plus Size!

Carla Manso

Texto de Carla Manso no FATshion do IG

 O elenco da peça: Flávia Rubim (Joana), Michel Bercovitch   (Tony), Fabiana Karla (Helena) e Mouhamed Harchouf (Caco).

O elenco da peça: Flávia Rubim (Joana), Michel Bercovitch (Tony), Fabiana Karla (Helena) e Mouhamed Harchouf (Caco).

“Gorda”: quanto custa o espelho?

Gorda 1

Michael Bertovitch e Fabiana Karla em cena da peça “Gorda”, em cartaz em São Paulo

Como eu mesma disse quando apresentei a peça por aqui para a promoção, “Gorda” dá a leve impressão de ser uma comédia, do tipo “vou para o teatro rolar de rir e devo pensar um pouquinho”, assim como as boas comédias fazem.

Algo na sinopse me deixou com a pulga atrás da orelha, e mais ainda o fato do ator Michael Bertovitch ter sido indicado ao prêmio Shell. Não que comédias não concorram, não estou dizendo isso, mas apenas me atentei ao fato de que uma boa carga dramática devia acontecer ali, na parte masculina do casal, e não na moça gordinha do título da peça, interpretada por Fabiana Karla, atriz de “Zorra Total”, que empresta sua fama voltada para a comédia para contribuir com a bela surpresa que é este espetáculo.

No palco, eles são Tony e Helena, casal que se conhece por acaso num self-service. Ele comendo tofu, ela pudim. A bibliotecária carrega uma sacola de DVDs que se torna o assunto do par, e o executivo descobre que existe vida inteligente acima do manequim 44 (ou algo assim, texto da própria personagem).

Vidrado no alto-astral da moça, ele resolve deixar seu próprio preconceito de lado e mergulhar no relacionamento. Apaixonados, os dois passam a viver uma história linda, mas na escuridão. Enquanto Helena procura entender o porquê do namorado nunca levá-la para conhecer os amigos, ele passa o tempo se revezando entre os comentários de um colega de trabalho obcecado por mulheres de corpo perfeito (Mouhamed Harfouch) e uma ex-ficante (Flávia Rubim), também do trabalho. Uma garota narcisista que não consegue entender como foi trocada por uma… “gorda”.

Gorda 2

Flávia Rubim em cena

Em pouco tempo, a plateia percebe o quanto os três personagens daquele escritório tem lá seus problemas. A mocinha que não consegue suportar o fora, o colega de trabalho que é traumatizado com mulheres gordas por situações de infância, e o protagonista, incapaz de dar um passo a frente por si próprio. Por fim, a única pessoa realmente feliz e bem resolvida é a nossa Helena, que ainda é obrigada a provar diariamente para o mundo que não está de dieta, e nem um pouco preocupada com isso.

Com direção primorosa de Daniel Veronese e um recorte de luz que praticamente fotografa os atores nos principais momentos da trama, “Gorda” tem um texto moderno e realista escrito por Neil Labute, que dá um belo soco no estômago de quem se importa com a opinião alheia – e outro em quem acha que isso simplesmente não importa.

Em tempo: é merecida a indicação de Bertovitch e Fabiana Karla ganhou aqui uma fã, pois bem sabem os atores o quão difícil é interpretar um personagem que se aproveite de alguma característica tão sua, por mais que seja física.

Sobre o papel, a atriz declarou à Folha de S. Paulo: “É muito forte o que eles dizem de Helena pelas costas. Mas o preconceito é uma coisa real. Sempre me param depois do espetáculo para contar experiências. Virei uma espécie de Leila Diniz das gordinhas. Sou a voz que representa muita gente”.

Ao final, fica a pergunta: quanto vale o espelho? E o amor?
.
 

Serviço da peça:

“Gorda”, de Neil Labute
Com Fabiana Karla, Michel Bercovitch, Mouhamed Harchouf  e Flávia Rubim
Direção: Daniel Veronese

Duração: 90 minutos
Horário: Sexta e sábado às 21h30, domingo às 19h
Preço: Sexta e domingo R$ 60,00, sábado 70,00
Faixa Etária: recomendado para maiores de 14 anos

Teatro Procópio Ferreira
Endereço: Rua Augusta, 2.823 – Cerqueira César – São Paulo, SP
Telefone: 11 3083.4475
Site: http://www.teatroprocopioferreira.com.br/

Texto de Fernanda Pineda do Fake-doll.

 Nosso elenco maravilhoso Fabiana Karla (Helena), Michel Bercovitch  (Tony), Mouhamed Harchouf (Caco) e Flávia Rubim (Joana).

Nosso elenco maravilhoso Fabiana Karla (Helena), Michel Bercovitch (Tony), Mouhamed Harchouf (Caco) e Flávia Rubim (Joana).

Confira várias fotos de Gorda em São Paulo →

Veja um pouquinho mais sobre Gorda.

 Fabiana Karla e Michel Bercovitch em ação em Gorda.

Fabiana Karla e Michel Bercovitch em ação em Gorda.